terça-feira, 8 de julho de 2008

O poder da Douta Ignorância... no escuro de uma caverna.


Foto da Internet

Formação, instrução, cultura e saber... Alguns dos conceitos (ou coisas) que os nossos pais nos habituaram a interiorizar, como pontos essenciais à formação de futuros adultos. Machos e Fêmeas que se querem com e de futuro!
No entanto, algumas perguntas saltitam como uma "Molla" - que "linda" analogia - há já vários anos na minha pequena cabeça... Cabeça essa que se desligou, para aí em meados de mil novecentos e qualquer coisa, destas questões da formação e do poder da instrução académica. Da arma de pólvora ressequida que é o "canudo" e todo o conhecimento que se quer abrangente, amplo e livre. A meu ver, um requisito inerente à frequência e prática do saber catedrático.
Mas vamos lá ás tais perguntas:
Porque diabo são os ditos instruídos aqueles que têm uma visão mais afunilada do futuro?
(Esta questão é fruto do meu pensar dos anos – poucos, porque não é preciso muito – e do passar dos mesmos, quase sempre, entregue ás demandas de inúmeros doutores, mestres e professores. Gente que tentou, de todas as formas, toldar-me a opinião com as suas certezas – delirantemente empíricas nalguns casos – baseadas em histórias antigas e em conclusões com hálito a mofo).

É extraordinário como as bases do conhecimento de certos seres – que se dizem humanos – são fundamentadas nalguns anos de pesquisa bibliotecária e em dissertações ocas.
Parecem crer que o futuro está mais seguro ao vasculhar o que ficou lá atrás, menosprezando, constantemente, a criatividade e procura incessante de quem opta por outras alternativas.
Que os velhos estudos foram acutilantes para uma realidade vivida e sentida no então tempo presente, não há dúvidas. Que hoje são obviamente inaplicáveis, parece-me demasiado óbvio. Independentemente do seu valor como base ou ponto de partida para qualquer obra ou legislatura.

Quando escrevo «visão afunilada do futuro», refiro-me à forma pouco liberta de amarras com que os "senhores doutores" de hoje olham para a vida em sociedade, bem como para o mundo globalizado. Onde desigualdade e injustiça são palavras mais do que gastas em qualquer idioma. (E atenção: Se saudade só existe em português, para estas duas que atrás referi não faltam sinónimos. Seja qual for a língua!)
Concordo que «o passado é extremamente importante para vivermos bem o presente e projectarmos melhor o futuro». Mas se o objectivo é, realmente, criar um amanhã mais risonho, o que é que se perde quando o futuro se torna presente? Alguma coisa não está a correr bem! Será que ninguém questiona isto? Serei o único? Dará demasiado trabalho levantar o escroto do sofá, desligar a televisão, esquecer por momentos que gostávamos de ser o Cristiano Ronaldo e, por uma vez na vida que seja, PENSAR!?

Pelos vistos, dirão alguns, esta é somente a natureza humana.
E errar consecutiva e cronicamente é também, ao que parece, na cabeça dos "iluminados" pelas estantes, o preço a pagar pelo caminhar dos anos.
Pois, pela minha parte, há muito que me fartei desta teoria.
Tantos erros consecutivos: cansam! Tanta poeira atirada ao ar para manipular e entorpecer os absortos: desgasta-me...





Há bem pouco tempo chegou ás nossas portas mais uma crise! Esta é de alimentos.
(Uma novidade para Somalis, Etíopes e outros povos "bárbaros" desprovidos da douta capacidade do pensar global que perfuma as grandes cidades mundiais do capitalismo cosmopolita.)
Quer dizer que a do petróleo já passou à história?
Ah, não! Afinal os combustíveis também aumentam de dois em dois dias. Portanto a especulação, perdão, “crise” continuará igualmente neste sector por tempo indeterminado.
Pela altura da elaboração desta cuspidela em forma de texto, estamos, sensivelmente, a meio do ano de 2008. Já tivemos uma média de três a cinco aumentos por mês só no gasóleo e gasolina, não falando do resto... Como ainda faltam uns mesitos até final do ano, se esta media se mantiver, em Dezembro – ou se calhar antes disso – vamos estar a pagar 1,50€ por litro de gasóleo. Isto, obviamente, num cenário optimista!
Que animador, não é? Por certo uma boa projecção do futuro, tendo em conta os estudos aprofundados do passado. Estranho é, apesar de tanta pestana dos nossos "estudiosos" supostamente estorricada a planear um futuro mais justo, o quanto nos sodomiza o presente!
Para além destas “novas” crises há outras. Um pouco mais velhas e desgastadas é certo…
Por exemplo: a crise da água (ou a sua escassez futura), a da camada de ozono (que parece já não dar tanto share na roda-viva dos telejornais como em tempos idos), a das alterações climáticas (corriqueirices), a do colapso do sistema de segurança social português (rebuscadíssimo), etc.

Agora vejamos isto com outros olhos. Com os olhos de quem é desconfiado por natureza… Com os olhos de quem sabe, por experiência própria, que a perversidade humana não tem limites…
Será que o petróleo está mesmo em crise?
Será que os cereais estão mesmo a escassear e daí ser necessário aumentar os custos de cultivo, resultando, consequentemente, numa subida do preço de revenda?
É nisto que eu e vocês devemos acreditar?
Ou será que há outras matérias subjacentes, encobertas por estes flashes e rodapés de serviços noticiosos?

Os gabinetes de comunicação dos políticos do nosso tempo, são pródigos em “artistas” com arte, manha e muita imaginação. Além de serem instruídos de forma a folgar as costas de quem nos (des)governa…
(A verdade é sempre muito dura de dizer, quando estamos no patamar de um líder de governo ou chefe de estado. Há demasiados interesses e regalias em jogo...)
A meu ver, tudo isto são manobras objectivas de pura distracção e “entretenimento”. Há muito que o digo e defendo. Fogo de artifício para nos ofuscar a vista, de modo a que nos seja mais difícil conhecer as verdadeiras causas e causadores do estado a que esta Terra chegou. Ou seja, chamando os bois pelos nomes, identificar os responsáveis reais por estas ondas de tragédias gregas nas economias mundiais.
Estas crises beneficiam os poderosos.
A especulação é o novo negócio da china para os grandes empresários.
O pior é que, no comum dos mortais, se materializa no afundar sincopado e degenerativo em que, malogradamente, nos vemos há muito mergulhados – cada vez mais submergidos.
Há demasiados séculos que esta situação é recorrente, quer se mudem os governos ou não.

Haverá dúvidas que existam no mundo fortunas incomensuráveis, totalmente suportadas por estas crises; preparadas e cronologicamente detalhadas em gabinetes, para benefício de meia dúzia de senhores feudais?
(Perverso, eu?)

É na raiz que se resolvem os problemas.
Se a arvore está doente para quê borrifar-lhe as folhas amareladas e ressequidas? Podemos, a curto prazo, amenizar-lhe algum sofrimento, mas não a curamos da maleita.
Este neo-liberalismo, que de democrático tem muito pouco, está demasiado gasto e podre. Além de triplamente clientelista e tendencioso. Por isso, recuso-me a pactuar com as suas patranhas, remetendo-me a um silêncio conformista...
(Se ainda há uma coisa que esta liberdadezinha permite, é que se faça algum barulho!)

Tantas vozes que nos alertaram (e ainda alertam) sobre os perigos do exacerbado consumo energético!
Gargantas que gritam, diariamente, a belos pulmões, pelos quatro cantos do globo, as incongruências na distribuição equitativa de bens essenciais à vida.
Vultos que denunciam, há muito tempo, as atrocidades perpetradas a cada minuto em prol do consumo imediato e da opulência desmedida!
Mas estes rebeldes, estes “anarquistas”, são apenas vozes… E por continuarmos a deixar que alguém as pinte de cinzento asno, acreditamos – na nossa cegueira – que jamais chegarão ao céu.

É então no pequeno consumidor, segundo nos espetam pelos olhos dentro em campanhas idiotas de reciclagem de lixo e outros detritos, que recaem as responsabilidades para o bem-estar do planeta!
Enquanto as grandes industrias e super empresas do mundo, espalhadas por todos os cantos, com negociatas em todos os quadrantes e áreas, devoram a seu belo prazer florestas, mar, terra e gente.
Pelos vistos, para os instruídos, a culpa é toda nossa.
Sou eu, tu, os teus pais e irmãos, que temos de suportar nas costas a cruz de um mundo à beira do abismo!
Nós, que não fomos ditos nem achados na emissão da licença de construção para o empreendimento de luxo em área (supostamente) protegida; nós, que nos insurgimos com a decisão unilateral de invadir um país pela força do fogacho, para assegurar o consumo e monopolização dos negócio sobre o “ouro negro”…
(O empreendimento: com uma viagem, orgia, ou suborno à moda antiga, passa logo, no prazo de dias, a ser enquadrável nas alíneas excepcionais dos planos directores municipais de um Portugal moderno. Nas invasões: impera a lei das favelas brasileiras. Que tem as armas toma decisões e assunto encerrado.)

As campanhas de sensibilização são do mais absurdo que existe…
Plásticas figuras televisivas, com charme de recibo verde, tentam convencer-nos a reciclar ou a participar na ajuda a “isto” e “aquilo”…
(As campanhas que mais me repugnam são, normalmente, encabeçadas por mecenas com extractos bancários “simpáticos”, digamos assim...
Meninos e Meninas, com latas dignas de Óscares, vão-nos instigando a contribuir para uma qualquer “causa nobre”. Como se, por ventura, eles não comportassem, numa das muitas contas correntes, verbas mais do que suficientes para cobrir - na totalidade, convem frisar - os custos de construção ou reconstrução de casas de acolhimento para crianças e idosos. Verbas que não são mais do que beliscões microscópicos nos orçamentos folgados destes senhores.
(Estou a lembrar-me de uma em particular. Um famoso jogador de futebol, pede “ajuda” para a reconstrução de um edifício. Como se fosse necessária a nossa contribuição, ou a presença de câmaras, para que se faça caridade – palavra execrável…)
Porém, é o rude mortal que deve doar, colaborar e ser solidário.
Ele que passa as passas do Allgarve com o ordenado mínimo e o máximo de privações, só para conseguir sobreviver.
Já para não falar numa parte significativa da população mundial, que nem a um prato de comida por dia tem acesso. O pouco que lhes pode calhar em sorte, é morrer depressa e sem grande sofrimento aos 12 anos de idade – aos governos nunca falta dinheiro para um laivo de belicismo, com minas anti-pessoais nos lugares cimeiros da lista.

Haja despeito e vergonha!



Foto da Internet




Na minha opinião, a única maldição de que nos pudemos lamentar, é a de ter entregue a nossa vida nas mãos dos senhores instruídos, e de continuar a fazê-lo eleição após eleição. Não nos podemos descolar da responsabilidade nesta matéria. Se “eles fazem o que querem, e se protegem uns aos outros” – como diz o povo – é porque nós o permitimos!

Descobrimos da pior forma que, ao que parece, conhecimento e formação académica, na maior parte dos casos, não andam de mão dada com o bom senso (comum), a liberdade (seja ela qual for), a justiça e a verdade (valores que deveriam ser incontornáveis).

Apesar de ainda haver quem acredite nas palavras coloridas de certos “Galarós do Árctico”, há muito tempo a esta parte que o vencedor de todas as eleições em Portugal é sempre o mesmo: o silêncio. No entanto, este facto não parece incomodar quem se senta nas cadeiras do poder. E se isso acontece, é porque, mais uma vez, nós o permitimos.

Recorrentemente, vem-me à memória a célebre "Alegoria da Caverna" do pensador Platão (http://pt.wikipedia.org/wiki/Mito_da_caverna).
(Aconselho a leitura rápida a quem não conheça. É só clicar na ligação. Quem for demasiado preguiçoso, aqui está um pequeno resumo: «Imaginemos um muro bem alto separando o mundo externo e uma caverna. Na caverna existe uma fresta por onde passa um feixe de luz exterior. No interior da caverna permanecem seres humanos, que nasceram e cresceram ali.»
Ficam de costas para a entrada, acorrentados, sem poder locomover-se, forçados a olhar somente a parede do fundo da caverna, onde são projectadas sombras de outros homens que, além do muro, mantêm acesa uma fogueira.
Os prisioneiros julgam que essas sombras eram a realidade.
Um dos prisioneiros decide abandonar essa condição e fabrica um instrumento com o qual quebra os grilhões. Aos poucos vai se movendo e avança na direcção do muro e o escala, com dificuldade enfrenta os obstáculos que encontra e sai da caverna, descobrindo não apenas que as sombras eram feitas por homens como eles, e mais além todo o mundo e a natureza
…)».

Decidi fazer o mesmo exercício retrospectivo que qualquer douto do nosso tempo faz, de forma a assegurar o seu futuro como instruído, mas sem almejar a estupidificação da populaça. Procurei o verdadeiro saber antigo e fi-lo, apenas e só, com o intuito de respirar os dias futuros com perspectivas abertas. Perscrutando os erros, as experiências, os pensamentos e as conclusões do passado.
Afirmo, peremptoriamente, após um estudo básico, facilmente exequível para qualquer mortal, que é um direito lícito e escorreito exigir dos nossos “líderes” comportamentos, acções e deliberações inabalavelmente correctas.
O mundo pode ser mais honesto e verdadeiro, se realmente a vontade for mais forte que os vícios.
O que temos nas mãos é um futuro – em forma de presente – demasiado consumido pelo veneno que inventámos …
Afinal para que serve tanto conhecimento, saber e cultura geral?
No fundo, os erros do passado não serviram para nada.

Atribuímos competências a alguns para liderar e levar a cabo as necessárias e, de sempre, urgentes reformas para a defesa da verdade. Para que ela seja, cada vez mais, um valor inabalável e incorruptível. E eu sei – todos nós sabemos – que Eles têm a capacidade para escolher o que está certo e erradicar de vez os males recorrentes… Mas pasme-se, ou não, nunca o fazem!
Continua-se a morrer de fome, de doença, de abandono, de pobreza e de solidão. Morre-se de tantas coisas que os ilustres e mais cultos nos fazem crer (com os seus actos e decretos empapados de tanta trapaça), após “estudos exaustivos e inquéritos esquivos”, serem males menores ao serviço das melhores opções, no combate contra todos os problemas da humanidade.
Tem-se visto que sim… «males menores», claro!
Reparem: Corremos o risco de ir pelos ares a qualquer momento, se tivermos nascido em Bagdad ou na Faixa de Gaza – azar dos diabos; podemos ser raptados por rebeldes radicais e deixados à mercê de uma doença degenerativa, nos confins de uma selva tropical – se tivermos sangue latino-americano; morrer desnutridos ou no golpe de uma catanada, em pleno coração da mãe negra – basta estar no sítio errado numa hora desastrosa; contrair uma doença incurável, se formos exportados como gado e escravizados sexualmente – para gáudio de mentes doentes; ou podemos ser constantemente enganados e defraudados, se formos gente de Portugal – grande galo…

Bela aprendizagem a deles!
Direccionada apenas para o que lhes traz proveito, lucro, status e poder.
Mesmo que isso implique a destruição de culturas e povos inteiros. Mesmo que seja à custa da vida de muitos milhares de pessoas.

O facto, nu e cru, é que o mundo não está melhor. Está diferente. Mais simples nalgumas coisas e mais burocrático noutras. Mais livre nalguns locais, mas ditatorialmente amordaçado nos confins de muitas consciências.
(Sim, eu acredito que a verdadeira liberdade começa dentro de nós. Porque se não formos verdadeiramente livres, de alma e espírito, de nada servem as democracias, os referendos e o mundano senso comum – seja lá o que isso for.)

Haverá assim tantas diferenças entre as épicas jornadas de conquista, as cruzadas pela fé, as expedições perniciosas por riqueza e territórios doutras eras, com as invasões de hoje?
Os roubos, assassinatos pelo poder, monopolização de recursos ou as guerras assentes em fundamentalismos religiosos da idade média, estarão assim tão distanciados da parcialidade, extremismo e falsa moral dos tempos actuais, que seja impossível estabelecer termos de comparação?
As enfermidades do presente matarão menos do que as de há 5 séculos atrás, se tivermos uma visão global, imparcial, ampla e a longo prazo?
Continua ou não a ser o dinheiro, o poder, a ganância, o egoísmo puro e duro, a comandar e definir o nosso tempo?
Então, nada mudou! Estamos iguais! O Mundo está na mesma!!!
Sabemos mais, muito mais, mas estamos no mesmo patamar há milhares de anos!!!
Para que servem afinal os livros, as conclusões, os estudos e a investigação? Para que servem as instituições, as universidades, os mestres e outros catedráticos?

Há pouco tempo atrás, alguém me dizia que «as gentes do planeta têm, nestes tempos modernos, a liberdade para escolher. «(…) O mundo é apenas o reflexo dos desejos das pessoas. Os produtos que consumimos são, apenas e só, o espelho das nossas vontades. É isto que as pessoas querem...»
E eu, após escutar atentamente, regressei novamente à Alegoria. Questionando-me e questionando o mundo, bem como os seus sabedores :
- Será mesmo assim? A raça humana é, em definitivo, pragmática a este ponto?
Quem pode garantir, a cem por cento, que o que temos é realmente fruto das crenças e da verdade de cada um?

Se olharmos em redor, detectamos com facilidade (basta abrir um pouquinho os olhos) as máquinas sublimemente oleadas e preparadas para nos indicar caminhos, toldar gostos, sensações, direccionar pensamentos, reprimir diferenças e institucionalizar a formatação.
Basta olhar e ver com olhos de gente, que diabo!
«Queres crescer, come… (…) Compre já! (…) Adira já! (…) Só és cool se usares “x”, “y” e “z”… (…)»

Estas caras que se dizem instruídas são para mim o verdadeiro veneno da raça humana. Homens e mulheres que se vendem a qualquer custo por um estatuto, são cancros hereditários que não parecem parar de alastrar.

Não tenho nada contra o conhecimento. Seja ele passado, presente ou uma constante investigação em busca de um futuro realmente promissor.
Sou e sempre fui pela vida livre. Desprendida de preconceitos, de ideias pré-concebidas e de dados estatísticos.
Eu quero a verdade, a realidade, o pluralismo de ideias e espaços.
Acredito que este mundo e esta vida à minha volta, que alguns querem que eu assimile como escolha minha, são na verdade o fruto de uma árvore que eu não plantei, não reguei e que me recuso a colher!
Conhecimento, sim! Claro! Mas objectivo e imaculadamente imparcial – com o panorama que temos, é impossível pedir menos.
Informação? É lógico! Em benefício de todos, sem especulação, mentiras, meias verdades; sem culturas tendenciosas, absolutistas ou segundas intenções!

É urgente que olhemos para trás, que subamos à entrada da caverna e vejamos o mundo com olhos de gente. Gente que não finge e que sente o verdadeiro pulsar da vida!
As sombras que nos comandam não têm assim tanta força, quando um dia nos decidir-mos confrontá-las com a luz do Sol - qual espada entrando por janelas escancaradas, sem medo!

Sinto que o verdadeiro problema da humanidade está na falsa humildade. No saber intrínseco de que somos capazes de fazer coisas maravilhosas mas, na realidade, acabamos sempre por padecer de resignação e apatia!
(Do alto dos pedestais que construímos ao longo dos anos com o nosso «sangue suor e lágrimas», os instruídos vão soltando uivos de consagração.)







Foto da Internet - Simbolo disponível numa nota de dólar perto de si...


Os especialistas (e como o mundo também está cheio deles em todas as áreas e segmentos; a par dos instruídos são a aspiração de qualquer delfim com linhagem de boas famílias), costumam afirmar com segurança que tudo é cíclico. A vida, inclusivamente…
Espero bem que assim seja. E que o tão proclamado Apocalipse chegue o quanto antes, para repor, novamente, o equilíbrio nesta merda a que insistem em chamar de Mundo.
Talvez assim nos seja possível, de uma vez por todas, avançar e Evoluir, na verdadeira ascensão e sentido da palavra. Escutando-nos, sentindo-nos, e absorvendo a vida como gente verdadeira que queremos ser. Porque me parece que iremos aprender em breve, da pior forma, que ainda somos demasiado frágeis para poder aspirar a Deuses…

Quanto aos outros, os instruídos, no dia do Recomeço há que educá-los novamente. Só que desta vez, bem!

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Fruta Podre!

"Pinto da Costa não vai a julgamento no «Caso da Fruta» " ... noticía o site da Rádio TSF neste final de tarde: Segunda-feira, 30 de Junho, ano do Senhor.
Será caso para dizer: Uns são filhos das respectivas mães, outros têm progenitoras pouco dignas?

"O Ministério Público sustentava que teriam sido fornecidas prostitutas à equipa de arbitragem e que lhe teria sido propiciado um jantar como contrapartida por violação das regras de jogo, mas o JIC entendeu que "só ficcionando ou conjecturando" se encontraria "nexo de causalidade" entre os factos." - extraído da mesma notícia.
É só mais um caso que nos desperta comentários do estilo: «Hum... Então afinal não há provas?! Não há consubstancialidade nas escutas telefónicas apresentadas?! A denúncia foi só o resultado da birra de uma ex-namorada?! O pessoal da Polícia Judiciária tem esclerose múltipla?! O Ministério Público veste sempre de encarnado?! »

O engraçado, sem ter graça nenhuma, é que o encerramento desta estirpe de processos deixa em mim, normalmente, um sabor estranho na boca. Não tanto amargo, mas mais a puxar para o azedo (porque há para aí muita coisa que não adoça a boca, mas não é por isso que está fora de prazo).
Como é possível, que se gaste dinheiro dos contribuintes para instaurar processos judiciais, que parecem ser desmontados nas barras dos tribunais por ténues espirros (alérgicos) de quem defende os poderosos?
Começo a acreditar, que é mais do que hora de despedir em bloco todos os profissionais de justiça deste país e virarmo-nos, em definitivo, para a importação! Juízes, investigadores e outros profissionais do sector, importados por atacado a países do Norte da Europa, que tal? Nós exportávamos os "mãnfias", os incompetentes, os tios e os afilhados (para chocalhar um bocadinho aquelas zonas, porque lá também nunca se passa nada) e eles emprestavam-nos um "niquinho" de justiça, competência e seriedade. Só para variar ligeiramente e sentir-mos, nem que fosse uma vez na vida, como é que um país a sério funciona (bem como as suas instituições). Que tal?
Iríamos poupar imenso!
Pensões astronómicas: "Népia" (aliviava-se os cofres da segurança social)! Ordenados chorudos e deslocações ao estrangeiro para gestores públicos, com fins pouco claros: "Nicles" (construiam-se mais hospitais, mais escolas, apostava-se realmente na modernização e humanização do sistema de saúde e na formação desta populaça encarneirada)! Estádios de futebol, comboios super-sónicos e obras megalómanas, que apenas enriquecem quem beneficia da especulação imobiliária: "Rien" (ressuscitava-se as nossas artes rurais e piscatórias - o nosso real tesouro). E... e... e....................................................................

Ahhh... Perdoe-me o leitor ou a leitora. Já me estava a deixar levar outra vez por aquele maldito vírus do demónio chamado: Bom Senso!
Pronto, pronto. Já passou!

Quem tiver (ainda) vontade de ler a fundo a tal notícia, pode sempre fazê-lo aqui.




quinta-feira, 26 de junho de 2008

100.000 anos, é um bocadinho...



"Entrada por Mar para a Lapa de Stª Margarida na Serra da Arrábida em Sesimbra"

Foto: Lder JP Santos


A entrada marítima da gruta "Lapa de Stª Margarida", em plena Serra da Arrábida, parece, para quem é apanhado de surpresa, as portas de entrada para o Inferno.

Se preferirem a entrada terrestre, o imaginário também não nos apazigua a fluidez de pensamentos. A escadaria estreita e descendente, o cheiro a humidade, o som do bailado da ondulação fraca e a escuridão ao fundo, não ajudam a sonhar com balões azuis e laços cor-de-rosa...

Quando finalmente entramos na grande galeria os sentimentos são mistos: Espanto, medo, excitação, receio, curiosidade...

O dia está limpo. É uma típica tarde de Verão a caminho de uma noite não menos quente, mas ainda há bastante luz.

Os olhos vão se habituando, aos poucos, ao negrume...

Lá dentro, a grande galeria está parcialmente dividida em duas. As estalactites e as suas irmãs (estalagmites) encarregaram-se de providenciar as assoalhadas, desta espécie de "penthouse" com janelas para o mar na barriga da Arrábida.

A primeira área é muito superior à segunda. E fascina especialmente pela "estranha" mini Capela que está erigida ao fundo, na parede virada a Nordeste. Chamo-lhe "estranha" porque, inevitavelmente, é a primeira coisa a captar a nossa atenção assim que entramos na gruta pela escadaria. Os velhinhos azulejos que a cobrem, apesar de fustigados por execráveis grafittis, ainda reflectem alguma da luz que, aquela hora, se esgueirava pelas duas entradas.
É impossível não exclamar: «Mas que diabo! Isto é uma Capela! Aqui?»



"Capela no interior da Gruta"

Foto:Lder JP Santos


O cicerone que nos levou à aventura e descoberta deste local singular, não nos soube dizer mais sobre ele, nem sobre esta Capela. Desconhecia quem teria sido o mentor e obreiro da construção deste símbolo de culto num sítio tão inóspito - não foi "pêra doce", com certeza. Apenas nos disse que já tinham sido feitas várias Rave Partys na Gruta (Típico. Está dada a explicação para o mau gosto das diarreias gráficas com tinta de latas pressurizadas).

Mais tarde, em buscas pela rede, descobrimos que a "Lapa de StªMargarida" não tem uma data registada que especifique, concretamente, a altura da sua descoberta. Porém, os primeiros estudos efectuados ao local por três especialistas, entre os anos de 1940 e 1949, bem como o espólio arqueológico encontrado, revelam que este local pode ter 100.000 anos de idade. Não é brincadeira...

O escritor Alexandre Herculano, também visitou a Lapa de StªMargarida. E descreveu-a desta forma: «(,,,) abre-se em dois arcos na rocha, um que dá sobre o mar, outro que dá para fragas. Entra-se pelo que dá sobre o mar, até onde vos puder internar o vosso barquinho, como fazem os pescadores do Cabo quando vão ouvir missa ou levar oferenda à Santa da Lapa. De repente arqueia-se sobre vós a gruta silenciosa, cheia de uma frescura e de uma suavidade inalteráveis, sepultada num silêncio religioso que o roçar das ondas parece não interromper. Recorta-se irregularmente em caprichosas estalactites o côncavo da Lapa. Em alguns pontos, foram subindo do solo as colunas vítreas a que os naturalistas chamam estalagmites, e tanto cresceram que puderam fundir-se com as grandes massas de carambina pendentes da abóbada. Abraçaram-se e fizeram colunas que três homens não poderão abranger com os braços.»

O brilho vítreo de que fala o escritor, já é difícil de ver. Mas com o sol do meio-dia, é bem possível que as cores das colunas calcárias sobressaiam um pouco mais.

Descobrimos também, nas viagens pela net, que a Capela foi construída por pescadores. Homens que, depois da aflição de um naufrágio, encontraram refugio nesta gruta. A sua salvação foi atribuída a intervenção divina e por isso, em forma de agradecimento, laboraram arduamente para construir a pequena homenagem à Santa da Lapa, sua protectora.

Apesar de, segundo relatos do nosso cicerone, nos últimos anos ter sido utilizada para tudo um pouco, não há justificação alguma para o abandono e degradação a que foi relegada a pequena Capela. Entidades governamentais nas áreas da Arqueologia, Conservação do Património e até mesmo a direcção do Parque Natural da Arrábida, deviam ser responsabilizadas pelo estado deplorável e de abandono a que são fadados locais como este. Se dúvidas ainda existissem, cada vez que descobrimos pérolas como a Lapa de Stª Margarida, elas dissipam-se: O nosso País está entregue a bandos de arruaceiros, oportunistas e outros quejandos.

Um povo é a sua história!
Sem respeito pelo passado, não há abertura no presente, nem visão de futuro.

"Azulejos com história estão hoje tapados com 'arte urbana' de péssimo gosto."

Foto: Lder JP Santos

Quem quiser conhecer melhor este local, basta entrar na Serra e seguir as placas em direcção ao Portinho da Arrábida. Antes (para quem vai a descer em direcção ao Portinho) ou depois (para quem está a sair do mesmo, subindo) em frente ao edifício de férias da Casa do Gaiato, encontrarão na beira da estrada uma clareira nos arbustos. Aí, um dos caminhos que se vos apresenta levar-vos-á a descer uma estreita escadaria em direcção ao Mar (Atenção, porque é difícil vê-la. Os arbustos e os anos de desleixo, quase que a tapam por completo). A descida é sinuosa, o mau estado dos degraus não ajuda, mas vale a pena. Quando avistarem uma grande cruz em pedra entre a flora típica, estarão perto da entrada para a Gruta da Lapa de Stª Margarida. Aproveitem para conhecer, o quanto antes, este recanto único. Por enquanto, o local ainda mantém alguns resquícios da sua traça original.
Felizmente também, mantêm-se intactos a energia e o misticismo que, a par de jovens casais de andorinhas, vão deambulando em redor, ao sabor do embalo das águas cristalinas da Arrábida.



segunda-feira, 28 de abril de 2008

A Molla tem um blog Oficial!


Não será grande a emoção no meio virtual da comunicação por teclado mas, que nos dá um grande gozo, lá isso dá!
Será por aqui (http://www.infomolla.blogspot.com/) que iremos sorver toda a realidade mundana, de um mundo cortado ás rodelas e pronto para o maior refogado de que há memória. Para além de uma ou outra novidadezinha de cariz pseudo artistico...
Em frente! Com lume brando... ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
«Not much of a thrill to the virtual community, I say... But what the hell, it sure makes us happy!
It will be through http://www.infomolla.blogspot.com/, that Molla shall chew this meaty spiced world we live in, and burp some shattered thoughts about it.
Oh... and, by the way, you should also check it out, any time you want to know a litle bit more about our new songs, release dates, gigs and artistic cough in general.
Read it, leave a comment, share it or ignore it - it's your call!
Peace.»